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O que foi dito |
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Sobre
Bardi
"Lembro me do dia em que visitei o MASP e com que prazer, dali
mesmo, escrevi a Lina um bilhete cheio de entusiasmo. 'É
o museu mais bonito que conheci'. E atrás de tudo isso, a
incentivá-lo, estava, sem dúvida, Pietro Maria Bardi,
que tanto contribui para o progresso da pintura e escultura brasileiras,
olhando de coração aberto sua evolução,
sem se fazer radical, nem dono de escola, consciente que entre um
quadro de Picasso e outro de Matisse existe o denominador comum
da beleza"
Oscar Niemeyer, Citação em artigo
publicado na "Folha de São Paulo", seção
Tendências/Debates, em 12 de outubro de 1990.
"Bardi opõe ao neoclássico de Muzio o racionalismo
dos seus amigos, [...] mas opõe também, à política
dos palazzi, das torres, das despesas de representação,
uma grande despesa pública para as casas populares e seus
serviços".
De "P.M.Bardi", de Francesco Tentori,
Instituto Lina Bo e P. M. Bardi/Imprensa Oficial do Estado de S.P.,
2000.
De P. M. Bardi sobre Assis Chateubriand
"Vestia-se de vaqueiro, montava num burro com o fardão
de acadêmico para entrar num baile de máscaras de Jacques
Fath, envergava o uniforme de coronel honorário da milícia
mineira e transitava pelas ruas com o seu sofisticado Rolls Royce.
Mas em determinada hora da noite se recolhia solitário ao
seu gabinete de trabalho para bolar não artigos de jornal,
mas bem elaborados programas, traçar diretrizes políticas,
econômicas, educacionais, morais [...]. Fizemos juntos o Museu;
mas foi possível somente porque Chateaubriand foi inventor
da técnica de "espremer" os produtores de inflação;
tirava deles um milhão de cruzeiros e recambiava tal cifra
com um bilhão de promoção, de ajuda de custo
junto às Carteiras, como favores políticos [...] até
com dinheiro sonante. Se existe o Museu de Arte de São Paulo,
isso é devido a este batisseur d'avenir do Brasil..."
Entrevista à Claudio M. Valentinetti, 1996 |
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P.M.
Bardi em Nova York
Arquivo pessoal |
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