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A
exposição reuniu pinturas, esculturas e objetos que destacam as
nossas tradições populares por meio de várias linguagens e revelam
a criatividade da arte genuína e das nossas mais profundas raízes.
Através do olhar de Emanoel Araújo, o público pôde apreciar a
arte intuitiva e espontânea de pintores como José Antonio da Silva,
Maria Auxiliadora, Julio Martins da Silva e Heitor dos Prazeres,
e de escultores como GTO, Chico Tabibuia, Nuca, Nhô Caboclo, Vitalino,
João Egídio, Artur Pereira e as irmãs Maria, entre muitos outros
artistas, além de originais objetos funcionais que flertam com
o mundo da arte.
A exposição reuniu uma produção em que se destaca o apelo da beleza
e o engenho de sua fatura, e revelou o longo processo histórico
de formação do trabalho no Brasil. Esse desenvolvimento se fez
nas corporações de ofício, que nunca separaram os mestres, a quem
chamamos artistas, dos artífices, oficiais e aprendizes que com
eles alcançaram a artesania própria ao seu ofício.
O Instituto Lina Bo e P. M. Bardi contribuiu para essa exposição
com o empréstimo de inúmeros objetos da coleção particular de
Lina Bo Bardi, hoje pertencente ao seu acervo.
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